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Rebeliões podem ter causado mais de 40 mortes e 100 fugas. Bandido "Alemão" escapou por um túnel


'Alemão', que comandou o furto milionário do Banco Central, escapou em meio aos motins 
Cerca de 100 presos podem ter fugido e mais de 30 assassinados no Sistema Penal cearense  desde o início das rebeliões simultâneas ocorridas em seis presídios da Grande Fortaleza e cadeias públicas no Interior no fim de semana. O número de detentos executados sumariamente poderá ainda aumentar já que muitos teriam ficado presos dentro de um túnel fechado pela Polícia Militar. Entre os foragidos estaria o bandido “Alemão”, que comandou o roubo milionário no Banco Central, em Fortaleza, em agosto de 2005.
A mega-rebelião se transformou em uma tragédia para o governo de Camilo Santana, que, nesta manhã de segunda-feira (23) reapareceu no Palácio da Abolição e, agora há pouco, confirmou ter pedido ao Ministério da Justiça a vinda de tropas da Força Nacional de Segurança (FNS) para auxiliar a Polícia Militar a retomar o controle das cadeias.
Os corpos dos detentos assassinados estão sendo encaminhados ao necrotério da Coordenadoria de Medicina Legal (Comel), da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), onde dezenas de familiares buscam informações e tentam identificar os mortos. Contudo, muitos cadáveres foram carbonizados e a identificação somente poderá ser feita oficialmente através de exame de DNA.

Alemão
Ex-sargento Charles Libório e o estuprador Antônio Carlos Xavier, o "Casim', teriam sido mortos 

Antônio Jussivan Alves dos Santos, o “Alemão” teria escapado da Casa de Privação da Liberdade Um (CPPL 1) através de um túnel que só foi descoberto por volta de 3 horas de hoje e por onde teriam fugido em torno de 50 detentos daquela unidade.
Apontado como integrante da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), embora ele negue, o bandido teria fugido em meio a tantos outros detentos sem que fosse reconhecido. Na semana passada, a Polícia já havia recebido informações de que o bandido estaria planejando a fuga.

Mortos e boatos

Diante da falta de informações oficiais sobre o caso, familiares de presos das unidades penais que passaram por motins nos últimos dois dias buscam saber se seus parentes estão vivos. Muitos boatos se espalharam e a Sejus confirmou, no domingo, somente cinco mortes, identificando, pelo menos, quatro dos mortos. São eles: Roberto Bruno Agostinho dos Santos, Rian Pereira Paz, Daniel de Sousa Oliveira e Douglas Matos Ferreira.
Há, também notícias de que, entre os mortos estão o ex-policial militar Jean Charles  da Silva  Libório (ex-sargento da PM acusado de uma série de assassinatos) e o estuprador Antônio Carlos Xavier, o “Casim” (que violentou e matou a menina Alanis).

Fernando Ribeiro

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