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Advogada presa por PMs e solta na delegacia após um bate-boca com policiais que prendiam traficantes


A entrada do 34º DP (Centro) ficou lotada de advogados dos PMs e da colega presa


Uma advogada, cuja identidade não foi revelada pela Polícia Civil, acabou sendo detida por policiais militares, na noite desta terça-feira, após se envolver em um bate-boca com PMs durante uma abordagem de rotina que terminou em cinco jovens presos com drogas, na Praia de Iracema. A confusão foi parar numa delegacia e durou a madrugada inteira.

O caso aconteceu, segundo versão da PM, quando uma viatura da PM fazia o patrulhamento  ostensivo da Beira-Mar e Praia de Iracema se deparou com cinco jovens em atitudes suspeitas, sendo três deles à pé e outros dois ocupando uma mobilete.

No momento em que faziam a revista pessoal de praxe nos suspeitos e tinham acabado de encontrar drogas com os mesmos, uma mulher saiu de uma pizzaria próxima ao local e teria reclamado da forma como os policiais estavam abordando os acusados. Uma confusão se estabeleceu quando os PMs informaram que a ocorrência estava sendo feita dentro dos padrões policiais e a suposta advogada contestou e passou a acusar os militares de  estarem  praticando abuso de autoridade.

Prisão

Em meio ao incidente, a mulher acabou recebendo voz de prisão por, supostamente, ter desacatado os militares e ainda obstruído o trabalho deles, mesmo sem se identificar formalmente como advogada, segundo a versão dos PMs. A confusão foi parar no plantão do 34º DP (Centro) e demorou a noite inteira e entrou madrugada adentro.

Com os suspeitos a Polícia encontrou drogas e um veículo irregular (a mobilete). Os dois adultos foram autuados em flagrante no 34º DP por tráfico de drogas. Os três menores apreendidos na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). Já em relação à confusão entre os PMs e a suposta advogada, a delegada plantonista expediu apenas um Boletim de Ocorrência (B.O.).  Vários advogados compareceram à delegacia para representar as duas partes envolvidas no incidente.

A Associação dos Profissionais de Segurança (APS) acompanhou o procedimento e informou que espera que o caso seja apurado com rigor. A OAB-Ceará ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Fonte:Fernando Ribeiro

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