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Dois corpos são encontrados em favela de Fortaleza apenas em uma noite


A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga se há ligação entre as mortes de dois homens que tiveram os corpos 'desovados' na noite da última segunda-feira (7), no bairro Passaré, em Fortaleza. Até ontem, a Polícia Civil ainda não tinha informações sobre os suspeitos dos crimes.

O primeiro caso foi registrado no começo da noite, na Rua Machado de Assis, no Jardim União II. Testemunhas disseram aos policiais terem visto um homem empurrando um carro usado por recicladores e deixando em um ponto escuro da rua, por volta das 18 horas. Mais tarde, os moradores resolveram olhar o que tinha dentro da carroça e encontraram um corpo envolto em uma lona.

De acordo com o sargento PM Sabino, o morto do sexo masculino, de pele morena, aparentava ter 25 anos. No cadáver peritos da Coordenadoria de Criminalística (CC) da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) encontraram perfurações compatíveis com projétil de arma de fogo.

Uma equipe da DHPP, sob o comando do delegado Cleófilo Rodrigues, esteve no local e iniciou as investigações. Os investigadores acreditam que a morte ocorreu em outro lugar e a Rua Machado de Assis serviu apenas como local para o corpo ser abandonado pelos criminosos. Policiais mostraram fotos do rosto da vítima aos moradores da área, mas ninguém reconheceu o homem, que até a noite de ontem, ainda não havia sido identificado pelas autoridades.

Segundo

Enquanto as equipes da DHPP e da Perícia Forense estavam na Rua Machado de Assis, outro corpo foi encontrado no mesmo bairro. Moradores localizaram um cadáver do sexo masculino na Rua da Saudade, no Jardim União. A Polícia Militar foi acionada por meio da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops).

O corpo envolto em uma rede apresentava ferimentos por arma branca. A vítima estava com ferimentos na cabeça, no pescoço e nos pés. O homem aparentava ter 30 anos também não portava documentos e não foi identificado pelas Polícia.

Patrulhas do Policiamento Ostensivo Geral (POG) e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) realizaram buscas na área, mas ninguém foi preso. Apesar de não apresentar ferimentos causados pelo mesmo tipo de arma, a Polícia não descarta a possibilidade das mortes terem sido praticadas pelas mesmas pessoas.

Os investigadores da DHPP não falaram com a reportagem no local do crime. Ontem, ligações foram feitas para o delegado Cleófilo Rodrigues, que fez o relatório dos locais dos crimes, mas o celular dele estava desligado ou fora da área de cobertura.

Diario do Nordeste

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