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Vídeo mostra jovem atropelando motoqueiro quando tentava matar travestis


Está em poder da Polícia Civil imagens captadas por uma câmera residencial que mostram quando um motociclista é morto por um veículo que trafegava em alta velocidade e na contra-mão de direção por um carro de luxo cujo guiador estariam perseguido e tentando atropelas dois travestis. As cenas mostram a premeditação de um crime que se transformou em tragédia para a família da vítima, um homicídio doloso no trânsito.

O fato ocorreu no começo da manhã do último dia 7 de abril, no bairro Joaquim Távora, em Fortaleza. Era por volta de 5h45 quando o veículo Azera, de placas HUG-8319 (CE), segue em alta velocidade pela faixa contrária da que deveria trafegar (contra-mão) na Rua Antônio Augusto, proximidades do cruzamento com a Rua Adolfo Siqueira, e colhe violentamente uma motocicleta que transitava em sua faixa correta. Nas cenas captadas, o piloto da moto é colhido fatalmente, sendo arremessado a vários metros de altura devido ao impacto e cai na calçada.

As imagens mostram, ainda, que o motorista atropelador sequer reduz a velocidade do automóvel e foge rapidamente do local do desastre, deixando a vítima gravemente ferida e a motocicleta completamente destruída. Outra câmera mostra que, após a colisão, o guiador do veículo abandona o carro no estacionamento de um supermercado próximo e vai embora tranquilamente.

A vítima fatal do desastre era Auricélio Lima Vieira, 55 anos, que pilotava sua motocicleta de placas HUG-8319 (CE) e, naquele momento, saía de casa para vender tapiocas, atividade que lhe garantia o sustento da família. Gravemente ferido, ele ainda foi levado para o Instituto Doutor José Frota, onde morreu poucas horas depois na Emergência.

Fuga e versão do guiador

Após cometer o crime de trânsito, o guiador desapareceu, mas foi identificado posteriormente como sendo Victor de Carvalho Alves, que, momentos antes de causar o desastre teria perseguido e tentado atropelar dois travestis com os quais estava acompanhando e discutiu por motivos prováveis de não ter pago o “programa”.

Quatro dias após o fato (dia 11 de abril), Victor compareceu ao 4º DP e registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.) onde narrou ter sido vítima de uma tentativa de assalto pelos travestis a quem denominou de “amigas” de uma garota chamada Jéssica que ele conheceu numa boate, na Praia de Iracema,  na madrugada daquele mesmo dia e deu carona as três. Disse ainda que, após deixar Jéssica em casa, seguiu com as outras duas jovens e estas teriam tentado assaltá-lo. Na fuga, teria atopelado o motociclista.




As imagens dos momentos que antecederam o crime de trânsito sugerem esta interpretação e o caso está sendo objeto de investigação policial no 4º DP (Pio XII), onde foi instaurado inquérito sobre a presidência do delegado José Munguba Neto.

Um laudo pericial  particular anexado aos autos e produzido pelo perito criminal Ranvier Feitosa Aragão, atesta que o  crime ocorreu por conta da atitude do guiador do automóvel na sua conduta na direção do veículo. “As atitudes do condutor do automóvel foram de ataque e de perseguição continuada, facilmente  comprovadas pela filmagem, que registra a marcha á ré, objetivando alcançar a “primeira amiga” (travesti) e pelo regresso ao local dos episódios em desabalada carreira, ocasião na qual colidiu com a motocicleta da inditosa vítima”, afirma  Feitosa.

E concluiu que a causa da colisão foi “a conduta imprópria do condutor do automóvel, por conduzir o veículo pela contra-mão de direção, animado de excessiva velocidade e, sobretudo, por conduta temerária, atitude errada e perigosa, por assumir riscos desnecessariamente”.

Em nome da família da vítima, o caso está sendo acompanhado pelo advogado Artur Feitosa Arrais Martins.

Fernando Ribeiro

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