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4.211 pessoas foram vítimas de homicídio no CE neste ano


Os homicídios cresceram pelo oitavo mês consecutivo no Ceará. Entre janeiro e outubro deste ano, o Estado registrou 4.211 homicídios, 51% a mais do que em igual período do ano passado quando ocorreram 2.789 assassinatos. Somente no mês passado, 516 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), que englobam homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, foram anotados em todas as regiões.

Se dividirmos o número de óbitos por cada mês de 2017 é possível dizer que 14 pessoas morreram no Estado diariamente. Os dados, que superam todos os recordes de homicídios da história do Estado, foram apresentados ontem pelo governador Camilo Santana na sede da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Em Fortaleza, no acumulado do ano, 1.616 pessoas foram vítimas de CVLIs. Na Capital, o aumento em relação a igual período do ano passado, foi de 96,4%. Camilo Santana justificou os índices e disse que a maioria das vítimas é envolvida em crimes. Já nos 118 municípios da RMF, entre janeiro e outubro, 1.042 pessoas foram mortas. "São números ruins. Apesar de que foi feito uma avaliação do tipo de criminoso envolvido nesses homicídios. Um dado interessante é que 61% das pessoas que morreram de janeiro a julho de 2017 tinham antecedentes criminais. São pessoas que tiveram passagem pela Polícia. Segundo esse estudo, quase 82% que estão morrendo têm envolvimento com drogas. São dados importantes. Os dados também mostram que nunca se prendeu tanto Já vai ai em quase 20% no aumento de presos no Estado", declarou Camilo Santana.


O chefe do Executivo estadual afirmou que o aumento dos crimes está diretamente ligado à disputa entre as facções. "Estamos vivendo um momento atípico que é uma disputa territorial. Começou no Rio e São Paulo e se espalhou pelo Ceará. Os Estados não têm direito de legislar sobre isso. A Polícia está agindo e trabalhando. Nunca foi feito tanto investimento em pessoas e equipamentos, armas, implantação do Raio, inteligência e tecnologia. A SSPDS está com série de tecnologias a serem implementadas", declarou Camilo Santana.

Motivação

O estudo também aponta a motivação dos crimes. Do total, 26% das mortes estão ligados à disputa de grupos criminosos; 11% ligados a drogas; 6% por vingança e 1% passional. Do total, 148% não foram definidos e 6% são identificados por "outros".

Pessoas que têm entre 25 e 29 anos representam 18,6%, enquanto as vítimas de faixa etária de 35 a 64 formam 17,3%. Adolescentes, de 12 a 17 anos, são 13,1%. Crianças de 0 a 11 anos e idosos representam 0,3% das vítimas cada. Entre janeiro e julho deste ano, o crime mais praticado pelas vítimas de homicídio foi tráfico de drogas ilícitas (173), seguido de porte ou posse ilegal de arma de fogo (143) e homicídio (84). A maioria das vítimas (80%) foi morta em via pública.

Informações Diário do Nordeste

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