Header Ads

Header ADS

TV Varjota em Destaque - Ao vivo

Policial civil atira em jovens ao confundi-los com assaltantes e se mata em seguida ao perceber engano, diz PM




È grave, porém estável, a situação de saúde do jovem Ricardo Brito de Oliveira, de 21 anos, que foi baleado na noite de sexta-feira (6) por um policial civil em Macapá após ser confundido com um assaltante. Ele levou pelo menos três tiros e está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas Alberto Lima (Hcal).
Na mesma ocorrência, que aconteceu em frente a uma mercearia no bairro Jesus de Nazaré, outro jovem que estava com Ricardo foi morto com dois tiros nas costas. Ronald William de Oliveira, de 21 anos, morreu no local. A dona do estabelecimento também foi atingida de raspão.

De acordo com a Polícia Militar (PM), o agente da Polícia Civil Jorge Henrique Banha passava na frente da mercearia quando viu os dois jovens, que são primos, num carro branco e pensou que eles estivessem assaltando o local. A hipótese de roubo foi descartada e ao perceber o engano, o policial atirou na própria cabeça.
A família de Ricardo informou por volta de 10h deste sábado (7) que ele não apresentou parada cardíaca e que está com a pressão baixa. Os disparos atingiram o rim. No caso da comerciante, o tiro foi de raspão e ela está consciente em atendimento no Hospital de Emergências (HE).

O velório de Ronald Willian acontece numa capela no bairro Central. No local, nenhum familiar quis gravar entrevista e nem permitiu imagens. No entorno do estabelecimento comercial, que fica na Avenida Padre Manoel da Nóbrega, ninguém quis comentar o assunto. O G1 não conseguiu informações sobre o velório do policial Jorge Banha.

Crime
Após os disparos, o policial percebeu que um dos jovens baleados era filho de um amigo, informou a PM. Jorge Banha atirou na própria cabeça logo após ter feito os disparos, a menos de quatro metros de onde estava o carro dos rapazes. Ele chegou a ser socorrido e levado para o HE, mas não resistiu aos ferimentos.
“O policial teria reconhecido o filho do outro policial civil. É isso que informam para gente, e nesse reconhecimento resolveu se matar. Ele atirou no rosto, chegou a lesionar o lado superior e a narina. Quando chegamos ele já não conseguia mais respirar, mas foi encaminhado para o HE, e logo em seguida veio a óbito”, relatou a capitã Danúbia Murici, da PM.
Durante a manhã, a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) emitiu nota de pesar em nome das duas vítimas do caso. "Em nome de seus gestores e servidores lamenta e presta sua solidariedade a família do policial civil Jorge Henrique Banha e de Ronald Willian Souza de Oliveira", diz trecho.
A Polícia Civil também emitiu nota de pesar a respeito do caso. Assinada pelo delegado-geral Uberlândio Gomes, a publicação lamenta o ocorrido e presta condolências às famílias.

Informações G1

Tecnologia do Blogger.