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Tentativa de resgate de traficante carioca no Paraguai, termina com três bandidos mortos



ASSUNÇÃO - Três supostos integrantes do Comando Vermelho que planejavam resgatar o traficante Marcelo Piloto foram mortos em uma operação em um sítio na cidade de Presidente Franco, a 300 quilômetros a Leste de Assunção, na chamada Tríplice Fronteira entre Paraguai, Brasil e Argentina. Marcelo Pinheiro Veiga, conhecido como Marcelo Piloto, está preso em um quartel nas cercanias da capital paraguaia. A polícia encontrou, no sítio, um carro com 84 quilos de dinamite em gel. As autoridades daquele país decidiram detonar todo o explosivo. Foram aprendidas também armas, como um fuzil AK-47 e um AR-15

O ministro explicou que a operação foi um desdobramento da prisão, no começo de outubro, de cinco pessoas que pretendiam libertar Marcelo Piloto.


O promotor Hugo Volpe disse a jornalistas que os suspeitos atiraram nos policiais, quando os agentes entraram no local.

- Houve confronto e, como resultado, houve três mortes. Acreditamos que os três eram brasileiros - afirmou Volpe. A identidade dos mortos não foi divulgada.

Em entrevista à rádio ABC Cardinal, Villamayor acrescentou que, além dos danos materiais, o uso dos explosivos no resgate do traficante poderia matar uma centena de pessoas, entre os militares e os detidos no quartel, já que o raio de destruição seria de 250 metros.

Autêntica bomba-relógio

Para o ministro, a presença de criminosos internacionais como Marcelo Piloto na Agrupación Especializada transforma o quartel em "uma autêntica bomba-relógio".

- Mas os serviços de segurança mundiais lutam contra bombas-relógio. O governo teve a capacidade de detectar este movimento a tempo - avaliou.

Villamayor disse que, uma vez que Marcelo Piloto seja extraditado, “a bomba-relógio desaparece”.

Desde que assumiu o governo em agosto deste ano, o presidente Mario Abdo tem redobrado esforços no combate ao narcotráfico e ao crime organizado, especialmente na fronteira com o Brasil.

Marcelo Piloto foi preso em dezembro de 2017 no Paraguai e permanece lá até hoje porque responde a processos criminais naquele país. O pedido de extradição para o Brasil já foi feito, mas é preciso aguardar o julgamento do bandido no Paraguai. Piloto estava foragido desde 2007.

Em 2012, quando a Favela de Manguinhos, seu reduto, foi ocupado por forças de segurança para a implantação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), Piloto buscou refúgio no Paraguai. Lá, usava uma identidade falsa, mudava de endereço a cada seis meses para despistar policiais e se apresentava a vizinhos como vendedor de produtos eletrônicos.

O criminoso é do Morro do Urubu, em Pilares, na Zona Norte. Ele começou sua vida criminosa como ladrão de carros e ganhou o apelido por que era o motorista da quadrilha.

Jornal Extra
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