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Chefes de facções do Ceará são transferidos para presídios federal




O Governo do Ceará informou na noite deste domingo (6) que transferiu um dos chefes de facção para um presídio federal e outros 19 membros serão levados a outras unidades. O governo federal ofereceu 60 vagas em presídios que administra, para receber integrantes de facção que atuam no estado, segundo o governo estadual.
O governo estadual disse que aguardava uma questão logística para levar os outros criminosos e que o objetivo é acabar com a formação de facções criminosas que comandam crimes de dentro dos presídios.

A transferência ocorre em meio a uma onda de violência no estado, ordenada por chefes de facção que estão presos em unidades presidiárias no Ceará. Desde quarta-feira, criminosos fizeram 115 ataques em 33 cidades do Ceará em uma série de crimes ordenados por presidiários.

A sequência de ataques foi uma represália de criminosos à fala do secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque, que prometeu fiscalizar com mais rigor a entrada de celulares nos presídios, segundo o governo. Desde o início da onda de crime, agentes apreenderam 407 celulares em presídios de onde foram ordenados os crimes. Em uma das ações, os presos fizeram um motim.

De acordo com Mauro Albuquerque, o controle da entrada de celulares será "uma das medidas" adotadas na gestão dele como secretário de Administração Penitenciária, cargo criado no segundo mandato do governador do Ceará, Camilo Santana, em 1º de janeiro deste ano. "É uma das medidas, mas não a única. Investir nos equipamentos que impeçam a entrada de objetos é um trabalho mais importante e que vamos aprimorar aqui", afirmo Mauro.

Desde a quinta-feira, as equipes de segurança do Ceará receberam vários reforços: 300 membros da Força Nacional, 100 policiais militares da Bahia e 50 policiais rodoviárias federais.
As equipes atuam principalmente em blitze, já que a maior parte dos criminosos usam carros para ir aos locais do crime e em seguida para fugir, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Ceará.

Informações G1
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