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Pistoleiro cearense é preso após 17 anos de chacina em Limoeiro do Norte

 



Era pouco mais de 21 horas de 18 de setembro de 2003, uma quinta-feira, quando, num intervalo de menos de 10 minutos, bandidos, até então não identificados, em duas motocicletas, executaram, a tiros, sete pessoas, em três locais diferentes do Bairro Luiz Alves de Freitas, periferia do município de Limoeiro do Norte (a 203Km de Fortaleza). Além do mistério sobre o porquê da chacina, a crueldade dos assassinos chegou ao ponto deles cortarem as orelhas de algumas das vítimas. Agora, 17 anos depois, o último dos criminosos foi, finalmente, capturado.


O pistoleiro cearense Cassiano Santana de Sousa, hoje com 43 anos de idade, foi preso nesta segunda-feira (5), no Rio de Janeiro, onde esteve escondido por todo este tempo de fuga. Ele é irmão do também matador Cássio Santana de Sousa. Juntos, assassinaram as sete pessoas com a cobertura de mais dois criminosos: os irmãos José Roberto dos Santos Nogueira, o “Chico Orelha” (morto em confronto com a Polícia do Rio Grande do Norte), e José Wanderley dos Santos Nogueira, o “Cabeção”. Os quatro foram condenados pela Justiça por participação na matança.


Ontem (5), Cassiano Santana foi detido numa operação realizada pela Polícia do Rio de Janeiro. Estava morando em uma casa na Estrada da Ilha, no bairro Guaratiba. A prisão foi efetuada por policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), após uma troca de informações com a Polícia Civil do Ceará.


Nos próximos dias, Cassiano será trazido de volta para o Ceará, onde tem contas a ajustar com a Justiça. O irmão, Cássio, foi condenado a 144 anos de cadeia e permanece atrás das grades.


A chacina


As duas primeiras mortes naquela noite de 18 de setembro de 2003, em Limoeiro do Norte ocorreram na Rua do Arame, num trecho escuro e de pouca movimentação. As primeiras vítimas foram: um professor de inglês, conhecido como Juan, e um amigo dele, apelidado de ‘Cesinha’. Ninguém teria testemunhado essas execuções, mas os estampidos dos tiros foram ouvidos pela vizinhança. Os dois rapazes, aparentando entre 25 e 30 anos, tiveram as orelhas decepadas e foram baleados várias vezes. Juan foi encontrado com um pedaço da orelha na boca.


A cerca de um quilômetro dali, na Rua José Ferreira Sombra, no bairro Luiz Alves de Freitas, onde funcionava um bar, foram cometidas mais quatro mortes. As vítimas foram identificadas pelos nomes de ‘Dedé’ (que seria proprietário do local), Clésio, Nem e Hudson. Pelo menos um deles teve a orelha cortada pelos assassinos. A ação novamente foi muito rápida. Algumas pessoas que estavam próximas ao bar teriam testemunhado essas quatro execuções.


Na fuga, os acusados seguiram poucos metros até a morte da sétima pessoa. O homem, que seria conhecido como ‘Carequinha’, teria ouvido os tiros e saiu na porta de casa para ver o que acontecia. Os dois matadores passavam no exato momento e, provavelmente por terem sido vistos atirando, também o executaram. A mulher da vítima, Solange, estava próxima à porta e também foi baleada. O tiro a atingiu a barriga e ela foi socorrida para o hospital da cidade.


Informações CN 7

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